Seca: DF corre risco de colapso este ano, e racionamento pode aumentar

 

Desde o início do ano, Brasília passa por um período de racionamento devido a uma estiagem que atinge a região. Os principais sistemas de abastecimento da capital federal operam em baixa e, caso não chova o suficiente até o fim de setembro, é grande a possibilidade de haver um colapso e faltar água em várias regiões, a partir de outubro deste ano. *As informações, abaixo, foram publicadas no site do Correio Brasiliense.

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Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Crise hidrica Riacho Fundo I Ana Lucia Pereira da Silva.

Com a chegada da seca, os níveis dos reservatórios do Distrito Federal tendem a baixar cada vez mais rápido. Como as chuvas devem voltar só em meados de setembro, pela previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até lá, a população vai continuar a conviver com o racionamento. Pior: é forte a possibilidade de mais um dia de rodízio na semana.

O aumento dos dias sem água pode ser confirmado ainda nesta segunda-feira (15/5). O diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles, convocou a imprensa para, às 15h, detalhar “as próximas medidas para o enfrentamento da crise hídrica no DF”, segundo um comunicado divulgado pela agência.

Depois de atingir o nível máximo do ano em 30 de abril, com 56,54%, a Barragem do Descoberto já marcava 55,07% no domingo (14/5). Isso significa que nas duas primeiras semanas de seca, a queda no índice do reservatório foi de 1,47%. No mesmo período, o reservatório de Santa Maria caiu de 53,79% para 53,13%. No mesmo período do ano passado, ambos estavam em quase 100%. Há um risco de colapso, falta de água para grande parte da população, caso não chova o suficiente até outubro.

Antes da crise hídrica, eram retirados cerca de 5,1 mil litros por segundo do Descoberto. Após as campanhas de conscientização e o início do racionamento, o consumo caiu para 3,8 mil litros por segundo, representando uma redução de 13%. Na Barragem de Santa Maria, a retirada passou de 2.090 litros por segundo para 1.830 litros por segundo (queda de 12,4%). Nesse ritmo, os dois reservatórios chegariam em setembro com 19,76% e 35,53% da capacidade, respectivamente. Quadro alarmante em unidade da Federação com 3 milhões de habitantes.

Essas projeções, desenvolvidas pela equipe da editoria de Economia do Correio, levam em consideração os níveis dos dois reservatórios em maio do ano passado, o que é registrado atualmente e a medição detectada em setembro de 2016, nas primeiras chuvas após a seca. O cálculo é somado também à economia da população após o início do rodízio no DF.

Isso acontecerá caso não haja chuva e também se for mantido o consumo nos próximos quatro meses. Quem mora em Brasília há muito tempo talvez nunca imaginou que fosse enfrentar uma crise hídrica tão grave. É o caso da dona de casa Ana Lúcia Pereira, 38 anos, que desde o início do racionamento teve que se acostumar a ficar quase dois dias sem água nas torneiras da residência. Moradora da Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo I, ela estoca água para as datas de rodízio. Mesmo assim, com duas crianças no imóvel, ficou sem água para o banho e fazer a comida. “A solução é encher vários baldes. A água custa a voltar após o dia de corte. Demora ao menos um dia inteiro”, conta.

Diante do provável corte de fornecimento de água em dois dias da semana, a dona de casa, que também tem três pontos de comércio no lote onde mora, considera válida a medida como forma de garantia de abastecimento em todo o DF. “O corte só não pode ser em dois dias seguidos. Não podemos ficar muitos dias sem água em casa”, pondera. Ana Lúcia ressalta que o racionamento tem um lado positivo: “Aprendi a usar a água de maneira mais racional”.

“Sofrimento”

A situação do sistema Santa Maria/Torto pode ser ainda mais frágil, segundo o consultor de saneamento e engenheiro civil Adauto Santos. Ele lembra que, até setembro do ano passado, as águas do Descoberto reforçaram parte do atendimento do primeiro reservatório de Santa Maria. “A água foi transferida em boa parte de 2016. Por lá (Santa Maria), a situação é complicada devido à demora na recuperação, pois há poucos afluentes para alimentar o reservatório. Enquanto no outro (Descoberto) existem mais bacias e, após o racionamento, houve um controle maior da vazão”, explica.

Para o especialista, a adição de um dia de rodízio poderia ter sido feita ainda no período chuvoso. “O governo foi avisado sobre isso, mas não quis acrescentar o dia a mais. Com as chuvas, a possibilidade de recuperação dos reservatórios seria maior e a população teria a possibilidade de usar a água da chuva, uma fonte alternativa. Agora, não teremos precipitações e o brasiliense não terá alternativa. A implantação de mais um dia pode acarretar sofrimento à população, principalmente a de baixa renda, que ainda não tem caixa d’água em casa”, alerta.

A ausência de caixa d’água é comum em várias localidades do DF. Moradora do Riacho Fundo I, Francine Dantas Feitosa, 44 anos, é um exemplo. Ela, que também tem um salão de beleza em casa, precisa suspender todos os atendimentos em dia de racionamento. Na residência vivem cinco pessoas, sendo uma criança e dois adolescentes. Para não faltar água, a família armazena o líquido em baldes e garrafas pets. A ampliação do racionamento dificulta ainda mais a rotina de todos. “Trabalho com a administração da água para não faltar. Se o rodízio for para dois ficará extremamente difícil. Essa crise toda só está acontecendo por falta de investimentos. Agora, a população sofre”, reclama Feitosa.

Menos consumo

A Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) alega que o contexto atual é diferente do mesmo período do ano passado. Segundo o órgão, embora os reservatórios estivessem praticamente cheios, o consumo também era alto. “Desde agosto, várias medidas foram adotadas pela Adasa para lidar com a escassez hídrica. Hoje, a Caesb capta muito menos água dos reservatórios, a população consome menos, os irrigantes usam menos água na produção, a indústria e o comércio também reduziram o consumo”, comentou o órgão, por meio de nota oficial.

Sobre a ampliação do rodízio para dois dias, a Adasa respondeu que estabelecerá metas a cada mês, e que medidas serão adotadas de acordo com os monitoramentos de técnicos. O órgão garantiu que, “ainda não há previsão para diminuir a captação da Caesb, o que levaria a concessionária a aumentar os dias de racionamento”. A Adasa também aposta nas novas fontes de captações: Corumbá IV, que teve obras liberadas para serem retomadas no próximo mês, e a captação do Lago Paranoá, com as obras em andamento. Esses dois projetos e a captação do Córrego Bananal (prevista para novembro de 2017) podem aumentar em 57,8% a produção de água potável. Hoje, a capacidade máxima diária é de 9,5 mil litros por segundo. Os três sistemas acrescentarão 5,5 mil litros à vazão por dia. Esse incremento pode garantir a segurança hídrica até 2050.

Conteúdo publicado originalmente no site Correio Braziliense em 15/05/2017

“Quando se tem filhos pequenos nem toda disciplina do mundo garante uma caminhada sem interrupções”

Charlene e filha
Mãe de uma criança de dois anos e grávida de seis meses, franqueada Charlene Grola, representa a mulher empreendedora brasileira, que se desdobra para dar conta do negócio sem deixar de lado as responsabilidades e delícias da maternidade.

“Acordo por volta das seis horas da manhã, faço algumas tarefas domésticas, organizo tudo o que precisa para o transcorrer do dia, preparo o café da manhã, para tomarmos em família. Deixo a Sophia (filha de dois anos) prontinha, até a avó chegar para ficar com ela. Vou para o escritório, faço algumas ligações para clientes, realizo orçamentos, planilhas de contas, verifico como estão os resultados, confiro notas e repasso tudo que a estagiária precisa fazer no restante do dia. Almoço perto do escritório para agilizar, visito clientes, volto para o escritório, envio e-mails e vou para casa por volta das 18h30 quando em dias normais, mas por vezes participo de assembleias de condomínio para apresentar o projeto ou até mesmo orçamentos para implantação. Dou banho na minha filha. Preparo a janta, brinco com ela um pouco e faço algumas atividades domésticas (lavar roupas, aguar plantas, etc). Por fim, vou dormir por volta das 24 horas. Essa rotina é básica, mas, muitas vezes inverto essas ações, antecipando umas e adiantando outras”. Acha cansativo?

Pois essa é a rotina de Charlene Rafaela Grola Barbosa, 35 anos, que há exatamente 3 anos abriu sua franquia da TRC Sustentável, em Londrina (PR), cidade que se localiza no Sul do país, região onde está a segunda maior concentração de sócias brasileiras, com 19% da fatia total, segundo dados divulgados recentemente pela Serasa Experian. A TRC é primeira e única rede de franquias do mercado a oferecer serviços e soluções em economia de água para imóveis residenciais e comerciais.

Charlene é apenas uma das milhares de mulheres brasileiras que se arriscam diariamente numa jornada dupla e simultânea na condução de seus negócios e na criação de um filho – muitas vezes, mais de um. Especialista em Gestão Empresarial e Varejo, a empreendedora se uniu (atualmente) a um novo sócio Alcymar Lazarin e abriu as portas de sua unidade em maio de 2014, colocando em prática todo seu conhecimento adquirido na formação acadêmica em administração de empresas. “Sempre trabalhei na área financeira, em banco, varejo, departamentos financeiro/administrativos e fornecendo consultoria”, conta.

Até que um dia, ela resolveu investir na TRC Sustentável, por se identificar com o segmento da área sustentável, por se importar com questões ligadas ao ambiente e, claro, por poder seguir com a maternidade paralelamente a um negócio que lhe proporcionasse flexibilidade e retorno financeiro para tal.

Dito e feito! Hoje em dia Charlene é mãe da pequena Sophia, de apenas dois anos, e, desde o nascimento da pequena, conduz a TRC com toda proatividade e força que ambas as funções exigem. Na visão dela, organização, disciplina, firmeza e compensação são fundamentais para as duas tarefas. “Somente com tudo muito bem planejado é possível gerir um negócio próprio e acompanhar o crescimento dos filhos. Foco e força para cumprir o estipulado também são fundamentais. E, claro, quando se tem filhos pequenos nem toda disciplina do mundo garante uma caminhada sem interrupções, afinal, é impossível achar que se tem tudo sob controle. Além disso, muitas vezes, se faz necessário abrir mão de horas de sono e de cuidados pessoais para estar presente na vida e evolução dos filhos”, explica.

Só que os desafios que vêm pela frente são bem maiores. Charlene está grávida de seis meses, a espera do Miguel. Feliz da vida com a novidade do segundo filho, a franqueada espera agora colocar tudo que vem aprendendo no seu dia a dia em prática também quando o pequeno chegar, em agosto. “Minha intenção é continuar aproveitando da maior vantagem em se ter um negócio próprio – a flexibilidade de horários – para seguir em frente e dar conta de tudo”, afirma.

E para as mães que pensam em ter um negócio, Charlene dá a dica: “O ideal é ter uma estrutura elaborada antes da maternidade. Para, no momento que o filho chegar, você poder contar com a ajuda de outras pessoas, e ter uma programação já formatada, com espaços na agenda suficiente para dedicação ao trabalho e atenção aos pequenos”, conta.

Sucesso profissional

Dessa forma, a condução da TRC Sustentável vem se dando de forma saudável e produtiva. O faturamento da franqueada vem sendo crescente, assim como a cartela de clientes. “Hoje em dia atendemos cerca de 60 estabelecimentos comerciais e residenciais (shoppings, restaurantes, padarias, supermercados, entre outros), e mantemos vários outros projetos paralelos em andamento”, revela.

De acordo com a empreendedora, vazamentos de pequenos e de grande porte, problemas em equipamentos e peças e falta conscientização de economia de água por parte de funcionários são seus maiores desafios junto aos clientes. “Recentemente, durante um atendimento a um shopping center, conseguimos fazer com que a conta de água local fosse de R$ 13.694,94 para R$ 7.974,39. Ou seja, uma economia de R$ 5.720,55, 41% em apenas dois meses e 15 dias de serviço”, conta. E esse é apenas um de vários exemplos que Charlene carrega na bagagem de sucesso junto a TRC.

TRC Sustentável Londrina (PR)
Endereço: Av. Higienópolis, 32, Ed. Newton Câmara (sala 303), Londrina (PR)
Telefone: (43) 4141-5741
E-mail: adm.londrina.pr@trcsustentavel.com.br
SOBRE A TRC SUSTENTÁVEL

A TRC Sustentável (Tecnologia em Redução de Custos) é uma rede voltada para o desenvolvimento e comercialização de projetos voltados à sustentabilidade, auxiliando na preservação do meio ambiente. Fundada em 2004, a empresa adotou o modelo de franchising em 2013 e, atualmente, possui mais de 45 unidades em 15 estados brasileiros. A TRC Sustentável se destaca no mercado por seus projetos e serviços exclusivos que auxiliam na redução de consumo de água significativamente. Entre eles o PGA, um projeto que inclui consultoria, know How, prestação de serviços e dispositivos aplicados que evitam desperdício de água, gerando economia.

Fonte: Portal Segs

Informações para a imprensa:
Fatos&Ideias Comunicação – (17) 3216-5809 – fatoseideias@fatoseideias.com.br

Outdoor gera água a partir da umidade do ar no Peru

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O outdoor possui um tanque com capacidade para armazenar cerca de 96 litros de água por dia

O acesso à água potável no Peru é um problema que assola comunidades carentes nos arredores da cidade de Lima. Pensando nisso, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) se uniu a uma agencia de publicidade que servisse a dois objetivos: atrair novos alunos para o ano letivo e melhorar a condição de vida dessas comunidades. Dessa parceria, nasceu o primeiro outdoor capaz de produzir água potável a partir da umidade do ar.

O outdoor possui um sistema que absorve as partículas de água presentes na atmosfera e, logo depois, filtra o líquido adquirido, para que as pessoas possam consumi-lo sem nenhum problema. A estrutura possui um tanque capaz de armazenar mais de 95 litros de água, os quais são distribuídos para a população através de uma torneira simples, instalada na base que sustenta o painel de propagandas. Segundo os criadores do projeto, a estrutura é capaz de reservar água potável por até três meses.

Para produzir o outdoor, que faz parte da atual campanha da UTEC, os publicitários levaram em conta as condições geográficas da cidade. Mesmo estando situada em um deserto, Lima tem um dos ares mais úmidos do planeta – segundo os meteorologistas, a média de umidade do ar na região chega a 98%.

O projeto de construção do outdoor também considerou as condições socioambientais da capital peruana, que tem cerca de oito milhões de habitantes. Em Lima, a escassez de água potável já é um dos maiores problemas enfrentados pela população, uma vez que boa parte da água disponível na cidade está contaminada ou imprópria para o consumo.

Veja o vídeo sobre o outdoor:

Emmanuel Tomaz, com informações do Portal Ecycle.

Veterinários retiram 915 moedas de estômago de tartaruga marinha

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Existe uma superstição bastante atípica na Tailândia em que os moradores locais atiram moedas em um tanque onde uma tartaruga vive. Eles acreditam que isso elimina as coisas ruins e traz boa sorte. Além disso, acredita-se que o encanto funcione durante o tempo de vida da tartaruga. Mas nesta história, o único infeliz foi a própria tartaruga, que morreu duas semanas depois em decorrência de uma infecção sanguínea causada pelas moedas.

Em média, uma tartaruga marinha vive cerca de 80 anos, de acordo com Roongroje Thanawongnuwech, veterinário da Universidade de Chulalongkorn. A espécie de “Banco” está listada nas ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla original).

Na unidade veterinária, a tartaruga foi submetida a um escaneamento 3D, no qual foram identificadas as moedas, além de dois anzóis, que também foram removidos. O consumo de moedas criou uma pesada bolsa de metal em seu estômago, pesando cerca de 5 quilos. O peso causou uma lesão na coluna vertebral da tartaruga, que infeccionou.

A líder da equipe cirúrgica relatou que ficou furiosa ao saber do diagnóstico de “Bank”. “Eu estava muito brava com as pessoas que, intencionalmente ou não, fizeram isso com ela, causando todo esse sofrimento”, disse Nantarika Chansue, chefe do centro de pesquisa de animais marinhos da universidade.

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915 moedas foram retiradas de dentro do estômago do animal

A história deu a volta ao mundo e a Tailândia acompanhou com emoção a volta da tartaruga para a água depois da cirurgia. Mas o estado de saúde do animal piorou de modo repentino e os veterinários descobriram que estava com infecção no sangue.

“Banco foi em paz”, afirmou Nantarika Chansue, a veterinária responsável pelo centro de pesquisas aquáticas do hospital de Chulalongkorn. “Era minha amiga, minha professora e minha paciente”, disse, sem conter as lágrimas.

Emmanuel Tomaz, com informações do G1.