27/03/2017
Quando voc√™ decide investir em uma franquia, precisa definir, tamb√©m, qual √© o melhor local para as suas instala√ß√Ķes. Essa escolha passa por importantes decis√Ķes, j√° que os melhores lugares para instalar uma rede de franquias devem levar em conta o fluxo de pessoas que passa por ali, assim como o perfil e a classe […]
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24/03/2017
O termo ‚ÄúSustentabilidade‚ÄĚ deixou de ser moda h√° muito tempo. Logo, logo, ser sustent√°vel n√£o ser√° mais uma op√ß√£o de vida, mas sim uma obriga√ß√£o de todos. Desperd√≠cio de √°gua e de outros elementos naturais tamb√©m passou a ser dinheiro jogado fora para muitas fam√≠lias e empresas. Segundo estudo divulgado pela ONU (Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes […]
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21/03/2017
  Com a queda do n√≠vel de √°gua nos reservat√≥rios, a crise h√≠drica teve um de seus per√≠odos mais cr√≠ticos no ano de 2015. Por conta desse problema, a Usina Hidrel√©trica de Furnas, localizada no Estado de Minas Gerais, uma das mais conhecidas do pa√≠s, tamb√©m sofreu. No in√≠cio daquele ano, ela operava com apenas […]
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08/03/2017
Com uma vida dedicada a trabalhos na √°rea de gest√£o ambiental, reuso de recursos naturais, reciclagem, tratamento de √°gua e outros servi√ßos similares, n√£o poderia ser diferente que a engenheira ambiental Thaysa Fria√ßa Leite, de 32 anos, de Bras√≠lia (DF), fosse tornar seu sonho de ser dona do pr√≥prio neg√≥cio na TRC Sustent√°vel (Tecnologia em […]
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TRC Sustent√°vel - Brasil n√£o assina acordo da ONU para conter uso de pl√°stico

O governo brasileiro se negou a assinar um acordo global, proposto pela ONU, para tentar conter o problema dos pl√°sticos na natureza. Ambientalistas consideraram a decis√£o uma contradi√ß√£o, j√° que, antes, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu prioridade ao combate ao lixo marinho com a cria√ß√£o do Plano de A√ß√£o Nacional de Combate ao Lixo no Mar, para o qual seriam investidos R$ 40 milh√Ķes.

Em entrevista ao Blog da Amelia Gonzalez, do G1, a gerente do Programa Marinho e Mata Atl√Ęntica do WWF Brasil, Anna Carolina Lobo, confirmou que o Brasil, junto dos Estados Unidos e de outros cinco pa√≠ses, optou por n√£o estar no grupo dos 187 que apoiaram o acordo da ONU para diminuir a produ√ß√£o de pl√°stico de uso √ļnico, para fomentar pesquisas que visem descobrir alternativas e para realizar estudos cient√≠ficos sobre reciclagem.

O Brasil e os Estados Unidos est√£o entre os cinco pa√≠ses que mais produzem lixo pl√°stico. Al√©m deles, a China, a √ćndia e a Indon√©sia tamb√©m integram essa lista. Segundo a ONU, ‚Äúa polui√ß√£o proveniente do lixo pl√°stico atingiu propor√ß√Ķes epid√™micas com uma estimativa de 100 milh√Ķes de toneladas de pl√°stico encontradas atualmente nos oceanos‚ÄĚ.

Apesar de ser um dos maiores produtores de lixo pl√°stico, em mar√ßo, durante uma reuni√£o sobre meio ambiente, realizada pela ONU em Nair√≥bi, no Qu√™nia, o Brasil apresentou um forte posicionamento ao lado dos Estados Unidos, que tem sido contra acordos globais em prol da‚Äč‚Äč natureza. A atitude do governo brasileiro foi desaprovada por ambientalistas e ocorreu apenas uma semana ap√≥s o lan√ßamento do Plano Nacional, que foi apresentado na cidade de Santos (SP).

H√° dez dias, um novo retrocesso: o Brasil se posicionou contra um acordo conseguido em Genebra, na Su√≠√ßa, denominado ‚ÄúPlaneta Limpo, Pessoas Saud√°veis: Boa Gest√£o de Produtos Qu√≠micos e Res√≠duos‚ÄĚ.

‚Äú√Č inacredit√°vel, uma grande contradi√ß√£o. Foi uma surpresa para n√≥s, porque no in√≠cio do governo havia uma determina√ß√£o em cuidar do tema lixo marinho. O Brasil fez um movimento de aproxima√ß√£o dos Estados Unidos por conta da OCDE, que agora anuncia que vai priorizar a entrada da Argentina e da R√ļssia‚ÄĚ, diz Anna Carolina Lobo.

O Brasil terá uma nova chance de corrigir sua postura retrógrada em relação ao meio ambiente em setembro, em uma nova reunião da ONU. Devido a esse novo encontro global, uma petição dirigida aos líderes mundiais, para que definam metas rigorosas para acabar com o despejo de plástico nos oceanos até 2030, já está sendo divulgada na internet.

‚ÄúDesde 2015, quando foi descoberta uma tartaruga cujo corpo ficou com forma de ampulheta porque ficou presa a um pl√°stico do tipo usado em latas de cerveja as pessoas come√ßaram a ter sua aten√ß√£o voltada para o problema. Na verdade, todo mundo que consome animais marinhos, por exemplo, est√° consumindo pl√°stico‚ÄĚ, diz Anna Carolina Lobo.

‚ÄúO pl√°stico √© o lixo n√ļmero um encontrado no Oceano Atl√Ęntico aqui no Brasil. Baleias, golfinhos e tartarugas morrem aos montes, todos os anos. Eles nadam at√© a praia para morrer e, quando se abre o est√īmago deles, est√° coberto de pl√°stico. Sem contar que isso n√£o ajuda o turismo. Em S√£o Paulo, j√° existe legisla√ß√£o contra as sacolas pl√°sticas em supermercados, por isso fica mais dif√≠cil entender a posi√ß√£o do Brasil no acordo conseguido em Genebra‚ÄĚ, acrescenta.

Segundo a ambientalista, o pl√°stico √©, atualmente, um problema global. ‚ÄúOitenta por cento dos pl√°sticos que est√£o nos oceanos s√£o produzidos em terra, mas depois, pelas correntes marinhas, eles acabam chegando em todos os cantos do mundo. Na semana que passou, anunciaram que‚Äč‚Äč foi encontrado pl√°stico na parte mais funda do oceano, e h√° um tempo encontraram pl√°stico na Ant√°rtida. O pl√°stico chegou em todos os cantos do planeta. Por isso, para se conseguir solucionar o problema, √© preciso ter um acordo global, n√£o adianta um pa√≠s fazer e todos os outros n√£o fazerem nada‚ÄĚ, diz Lobo.

O acordo conseguido em Genebra, em uma reunião que durou duas semanas, foi uma emenda à Convenção de Basileia, de 1989 e trata do Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito. Os países que assinaram o acordo concordaram em restringir os embarques, para os países mais pobres, de resíduos plásticos que apresentam dificuldade para serem reciclados. O acordo foi feito sob uma estrutura juridicamente vinculante, isso é, passível de multa.

O tema come√ßou a gerar preocupa√ß√£o depois que a China, segundo reportagem do ‚ÄúThe Guardian‚ÄĚ, parou de aceitar a reciclagem dos Estados Unidos, gerando um ac√ļmulo de res√≠duos pl√°sticos que s√£o encaminhados para pa√≠ses em desenvolvimento. Aldeias na Indon√©sia, Tail√Ęndia e Mal√°sia ‚Äúse transformaram em lix√Ķes ao longo de um ano‚ÄĚ, segundo a Alian√ßa Global para Alternativas √† Incinera√ß√£o (Gaia, na sigla em ingl√™s).

‚ÄúPa√≠ses exportadores ‚Äď incluindo os Estados Unidos ‚Äď ter√£o agora de obter o consentimento de na√ß√Ķes que recebam res√≠duos pl√°sticos contaminados, mistos ou n√£o recicl√°veis. Atualmente, os Estados Unidos e outros pa√≠ses podem enviar res√≠duos pl√°sticos de baixa qualidade para entidades privadas em pa√≠ses em desenvolvimento sem obter a aprova√ß√£o de seus governos‚ÄĚ, diz a reportagem. Por n√£o fazerem parte da Conven√ß√£o de Basileia, os EUA n√£o emitiram voto sobre essa decis√£o.

A reuni√£o em Genebra foi coordenada por Rolph Payet, do Programa das Na√ß√Ķes Unidas para o Meio Ambiente (Pnud). O resultado do evento, segundo ele, foi hist√≥rico. ‚ÄúAs negocia√ß√Ķes foram muito al√©m do esperado. Agora os pa√≠ses ter√£o que monitorar para onde os res√≠duos de pl√°stico v√£o quando saem de suas fronteiras‚ÄĚ, disse.

Para que o acordo funcione, por√©m, √© necess√°rio que as empresas invistam em pesquisas sobre a produ√ß√£o de alternativas ao pl√°stico de uso √ļnico, como sacolas e embalagens.

Fonte: Agência de Notícia de Direito Animais