Quais as consequências globais sem os EUA no acordo de Paris?

355b54845c16c8139ea9ca65661c05b9O presidente norte-americano Donald Trump anunciou ontem, 01/06, a saída dos EUA do Acordo de Paris, afirmando querer proteger o trabalho de milhões de americanos e dar primazia a produção de energia americana. O acordo alcançado na capital francesa em 2015 é considerado um compromisso histórico para reduzir a emissão de gases com efeitos de estufa e travar o aquecimento global.

A decisão representa uma “reafirmação da soberania americana”, já que na visão de Trump, o acordo “paralisa os EUA enquanto empodera algumas das nações mais poluidoras do mundo”. No entanto, o presidente afirma que tentará renegociar uma nova entrada no pacto, com termos que sejam “justos com o povo americano.”.

Como a saída americana afeta o Acordo de Paris e quais as consequências disso para o mundo?

A saída americana tornaria ainda mais difíceis as metas do acordo, de reduzir o carbono na atmosfera de 69 bilhões de toneladas para 56 bilhões, e negociar metas futuras para manter, até 2100, o aquecimento global em nível inferior a 2ºC. Os EUA é o segundo maior emissor de gases depois da China e responde por 18% do carbono lançado na atmosfera, ou 6,5 milhões de toneladas por ano.

Mais do que consequências práticas na evolução das alterações climáticas a curto prazo, a decisão de Donald Trump enviará um sinal negativo aos outros 194 países que assinaram o Acordo de Paris. Mesmo que a China tenha se pronunciado que irá manter as suas metas com ou sem Estados Unidos, ninguém sabe que consequências a longo prazo vai ter a passagem de Pequim para a liderança das negociações no mundo.

O que é o Acordo de Paris?

O Acordo de Paris é um compromisso histórico de 195 países cujo objetivo é conter o aquecimento global com a emissão de gases com efeitos de estufa na atmosfera.

Todos os países que fazem parte do acordo comprometeram-se a limitar a subida da temperatura média da Terra implementando tentativas de abandono dos combustíveis fósseis na sua totalidade ainda na segunda metade do século XXI.

Emmanuel Tomaz, com informações da BBC Brasil.

 

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