Mictórios que não usam água, bacias sanitárias de plástico e sistemas a vácuo de descarga para uso residencial estão entre soluções mais econômicas para o banheiro. Por serem exclusivos na maior parte das vezes, o atrativo desses produtos não está tanto no preço,  e sim na economia de água que vão resultar.

O segredo está em uma membrana que veda o ralo, assim que a urina entra no cano. Como não há contato entre a urina e a água, o mau cheiro passa despercebido. A estimativa é que cada mictório desse economiza 150 mil litros de água por ano e, até outro dia, eles praticamente não existiam. Hoje são 200 mil no mundo e o governo americano estuda torná-los obrigatórios em prédios públicos.

A tecnologia do banheiro seco é muito útil em lugares onde há escassez de água ou onde, ainda, não há saneamento básico.

Desperdício de água

A cada vez que ativamos a descarga, gasta-se, em média, de 8 a 10 litros de água. Imagine um apartamento onde moram duas pessoas que usam o vaso sanitário 20 vezes ao dia. Ao final de um ano seriam desperdiçados 70 mil litros de água!

Se pensarmos nos banheiros públicos, a conta é muito maior. Especialistas estimam que neles são gastos cerca de 100 mil litros de água por ano.

Visualmente, os banheiros secos se parecem com os tradicionais, com a diferença de que não precisam de uma fonte de água, não têm problemas com o cheiro e nem atraem insetos, além de serem fáceis de limpar.

O custo de fabricação do banheiro seco é equivalente ao do tradicional. Entretanto, é mais econômico em relação ao tratamento e a economia de água.

Emmanuel Tomaz