A medida era uma alternativa que deveria ajudar a melhorar o meio ambiente, mas, agora, gera preocupação. Os comerciantes do Rio têm tido dificuldades para encontrar o canudo de papel biodegradável nos centros de distribuição.

Há dois meses, a prefeitura sancionou uma lei que proíbe o uso dos canudinhos de plástico, só que os fabricantes ainda não conseguiram se adaptar e os novos modelos estão em falta. “A procura é até grande, só que as fábricas ainda não têm para distribuir e a gente fica sem o material”, reclamou Maurício Ferreira, gerente de loja.

O preço também assusta: um pacote com mil unidades de canudos biodegradáveis custa R$ 170. O de plástico, com a mesma quantidade, sai a R$ 6. “Não compensa comprarmos um canudo, ainda que seja caro, e eu ser obrigada a aumentar o valor do meu produto”, disse a empresária Rosana Monteiro.

A multa para quem descumprir a lei varia de R$ 650 a R$ 6 mil. Para evitar a punição e por causa da escassez e do valor mais alto do produto adequado, alguns donos de barracas e ambulantes pensam em substituir os canudos proibidos por outros objetos de plástico, como copos e garrafas. Uma medida que não ajuda em nada na proteção da natureza, já que esses materiais demoram mais de 200 anos para se decompor.

O autônomo Carlos Nogueira não concorda com a ideia, mas já cogita a possibilidade. “Tudo o que é ecologicamente correto a gente apoia, mas foi mudado na base da caneta e não teve tempo de adaptação”, criticou.

Canudo próprio para os consumidores que desejam tomar, por exemplo, uma água de coco sem problemas, a dica é usar o próprio canudo reutilizável. “Tenho várias amigas que compraram canudo de metal, de bambu. Estou pensando em fazer isso, porque, às vezes, você recebe uma latinha na rua e não sabe o que fazer. Muito mais tranquilo para a natureza e a gente não fica fazendo tanto lixo por aí”, opinou a jornalista Paola Sidney.

Fonte: METRO RIO COM BAND